sexta-feira, março 05, 2010

Notícias # 1

Medicina Tradicional Chinesa vs. Medicina Convencional no combate à Gripe A

« A medicina tradicional chinesa, especificamente a conjugação de acupunctura e ervas chinesas, "é mais eficaz" no tratamento e prevenção da gripe A (H1N1) do que a medicina tradicional, garantiu à Lusa o director da Universidade de Medicina Chinesa.
 "A medicina chinesa tem demonstrado cientificamente ser mais eficaz do que os métodos da medicina convencional", disse, em entrevista à Lusa, Pedro Choy.
 A prevenção e o combate da gripe A são um dos temas a abordar no IX Congresso Internacional de Medicina Chinesa,,em Portugal, que arranca hoje e se prolonga pelos próximos dois dias.
 A apresentação desta tese vai ser apresentada no seminário por Pedro Choy que, à Lusa, revelou que há estudos comparativos entre a eficácia do tratamento tradicional e do tratamento da medicina chinesa que revelaram que esta última é mais eficaz no combate à gripe A.
 "Os resultados desses estudos dizem que, em comparação com o Tamiflu, [a medicina tradicional chinesa] seria pelo menos 15 por cento mais eficaz em termos de resultados e com [uma relação] custo/beneficio muito superior, sobretudo para a China, porque as suas ervas estão lá e são praticamente gratuitas", revelou Pedro Choy, acrescentando que esses estudos foram publicados e reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
 De acordo com o responsável pelo pólo em Portugal da Universidade de Medicina Chinesa, nascida de um acordo entre a Universidade de Chengdu e a Escola Superior Medicina Chinesa Dr. Pedro Choy, a China tem uma vantagem, comparativamente a outros países, no que diz respeito ao tratamento da gripe A porque já lidou com a estirpe H5N1, mais conhecida como gripe das aves.
 "Em termos de critérios de medicina chinesa, não é muito importante qual é o vírus, o que importa são as famílias das substâncias", explicou Pedro Choy.
 "Na medicina tradicional, é o medicamento que luta contra a doença, enquanto na medicina chinesa é o organismo que luta contra a doença e o que nós queremos é estimulá-lo a lutar contra a doença, por isso, não é muito diferente lutar contra o vírus da gripe ou contra outro parecido", acrescentou.
 Tal como explicou à Lusa, esse tratamento teria por base a acupunctura e a administração de ervas chinesas, sendo que, no caso dos doentes já internados, essa administração seria feita por via endovenosa.
 Pedro Choy garantiu que o tratamento poder ser aplicado a pessoas de qualquer idade e que, tanto há tratamentos de prevenção, como da doença já instalada.
 "O tratamento da doença instalada é de curta duração porque em princípio pretende resolver-se o problema a curto prazo, no máximo 10 dias. Na prevenção trata-se de tomar alguns medicamentos à base de ervas que podem ser tomados a longo prazo, durante todo o período de risco, como o Inverno, por exemplo", explicou Pedro Choy.
 Para o especialista, este método só não é usado por outros países porque "há uma xenofobia científica", já que, sustentou, "a China tem participado a par e passo da evolução científica do Ocidente".
 "Os europeus vêem os estudos científicos chineses e dizem que não usam porque não valem, mas se o mesmo estudo for feito por um professor catedrático europeu já tem valor", criticou.
 "Se for um chinês a fazer, por mais graduações académicas que tenha, não vale nada", acusou ainda.
 Pedro Choy é actualmente vice-presidente da Federação Mundial de Associações de Medicina Chinesa, vice-presidente da Federação Pan-Europeia de Associações de Medicina Tradicional Chinesa, presidente da Associação Portuguesa de Acupunctura e Disciplinas Associadas (APA-DA) e Presidente da Associação Portuguesa dos Profissionais de Acupunctura (APPA).
 Para além destas funções, Pedro Choy é ainda professor e preside aos cursos de Medicina Chinesa da Universidade de Medicina Chinesa, sediada em Lisboa. »


por Agência Lusa, Publicado em 20 de Novembro de 2009

Sem comentários:

Enviar um comentário